terça-feira, setembro 04, 2012

Entrevista com João Batista Araújo e Oliveira à Revista Veja

"Há décadas governos estaduais, municipais e federal se vangloriam de suas escolas-modelo, unidades que recebem toda a atenção da administração de plantão e que, por isso, se destacam dos semais colégios públicos pela excelência. Os governantes deveriam, na verdade, se envergonhar da situação, afirma o educador João Batista Araújo e Oliveira, presidente do Instituto e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, ONG dedicada à educação. O argumento do especialista à educação. O argumento do especialista é simples: "As escolas-modelo são exceções. A regra, como sabemos, são as demais escolas do Brasil". Para incentivar governos a corrigir a distorção, Oliveira criou , em parceria com a Gávea Investimentos e a Fundação Lemann, o Prêmio Prefeito Nota 10, que vai ar 200 000 reais a administradores municipais cuja rede de ensino fundamental obtiver a melhor avaliação na Prova Brasil, exame federal que mede a qualidade do ensino público no ciclo básico. Escola-modelo, portanto, não conta. "Não adianta o prefeito falar que tem duas escolas excepcionais, se as demais não acompanham esse nível. Queremos premiar o conjunto."

Veja- O MEC divulgou nesta semana os resultados da Prova Brasil, que mostra o nivel de aprendizado das crianças no ciclo fundamental das escolas públicas. Como o senhor avalia os resultados?

Oliveira - Eles foram divulgados com grande fanfarra, mas não há nenhuma justificativa para isso. Se você analisa a questão no tempo, percebe que existe estagnação. Há um ponto fora da curva, os resultados divulgados em 2010. Mas eles não foram corroborados neste novo exame, e já esperávamos isso. Estamos onde estávamos em 1995. Há uma melhora bem pequena nos anos iniciais da escola, e pouquíssima variação nas séries finais e no ensino médio. Os gastos em educação aumentaram - e muito - e foram criados muitos programas, mas isso não tem consistência suficiente para melhorar a qualidade do ensino. Então, temos duas hipóteses para a estagnação: ou os programas criados são bons mas não foram bem executados, ou são desnecessários e não trouxeram benefício algum.

Veja - Especialistas, entre os quais o senhor, pregam que uma reforma educacional eficaz se faz com receitas consagradas - ou seja, sem invencionices. Quais são os ingredientes para o avanço?

Oliveira - O primeiro é uma política para atrair pessoas de bom nível ao magistério. Desde a década de 60 há um rebaixamento do nível do pessoal, e a qualidade do ensino depende essencialmente do professor. O segundo ingrediente é a gestão do sistema. Uma boa gestão produz equidade: todas as escolas de uma mesma rede funcionam segundo o mesmo padrão. Hoje, unidades de uma mesma rede, estadual ou municipal, apresentam desempenhos díspares. O terceiro é a existência de um programa de ensino estruturado, que falta ao Brasil. As escolas têm um punhado de papéis reunidos sob o nome de "proposta político-pedagógica", seja lá o que isso queira dizer: começa com uma frase do Paulo Freire e termina citando Rubem Alves. Os governos de todos os níveis abriram mão de manter uma proposta de ensino, detalhando o que os alunos devem aprender em cada série. O quarto ingrediente é um sistema de avaliação que possa medir a evolução do aprendizado. Para isso, porém, é preciso ter um programa de ensino: afinal, se você não sabe o que ensinar, como vai saber o que avaliar? De posse de bons profissionais, gestão, programa de ensino e métodos de avaliação, acrescenta-se o último ingrediente, um sistema de premiação e punição. Algumas redes começam a pensar em um sistema de premiação, mas não adianta só dar incentivo. É preciso premiar quem faz direito e punir quem não faz. Hoje, o único punido no sistema de ensino brasileiro é o aluno reprovado. Isso é covardia. Nada acontece com professor, diretor, secretário de Educação, prefeito ou governador quando eles falham.

Veja - Em meio a tantos desacertos, há municípios fazendo a lição de casa em matéria de educação?

Oliveira - Sim, mas os exemplos são poucos. Sobral, no Ceará, é um deles, além de algumas dezenas de cidades em São Paulo e em Minas Gerais. Elas seguem a receita de estruturar o ensino, de cuidar de questões que realmente fazem a diferença. Mas ainda estamos falando das primeiras séries do ensino fundamental. Ou seja, estmaos aprendendo a fazer escola primária.

Veja - Os senhor organiza um prêmio que será entregue a administrações municipais que mostrarem o melhor desempenho em educação. Como ele vai funcionar?

Oliveria - A ideia é premiar o prefeito das cidades que apresentarem uma rede de qualidade, ou seja, um conjunto em que todas as escolas atinjam um patamar satisfatório de ensino. Não adianta o prefeito falar que tem duas escolas-modelo, excepcionais, se as demais não acompanham esse nível. Queremos premiar o conjunto.

Veja - Qual o problema das escolas-modelo?

Oliveira - O problema é que elas não são modelo de nada. Em sua excelência, elas são exceções. O prêmio parte da premissa de que uma andorinha sozinha não faz verão. Por meio da Prova Brasil, constatamos que existem algumas escolas boas espalhadas pelo país, mas, sozinhas, elas não vão mudar o jogo. Precisamos de uma rede que funcione. Quando analisamos avaliações de outras nações, percebemos que escolas de uma mesma rede têm um desempenho muito similar. Isso é democracia, isso é cidadania: você pode matricular seu filho em qualquer escola, pois todas oferecem o mesmo nível de ensino.

Veja - Por que é tão difícil levar qualidade das escolas-modelo para toda a rede de ensino?

Oliveira - Porque no Brasil o que importa é acessório. O legal é colocar xadrez na escola, é ensinar teatro. O brasileiro vai à Finlândia e acha que o sucesso da educação daquele país se deve ao fato de que as paredes das escolas são pintadas de rosa. Na volta ao Brasil, ele quer pintar todas as escolas daquela cor. Depois, ele vai à França, onde vê um livro que julga importante e decide introduzi-lo nas escolas daqui... Em vez de olharmos o que os sistemas de ensino daqueles países têm em comum, olhamos exatamente para que o há de diferente neles, como se isso fosse a bala de prata da educação. Por isso gestão é tão importante: é preciso focar o DNA da escola e deixar de lado o que é periférico. O problema é que as escolas e as secretarias de Educação estão povoadas de pedagogos, e não de gestores. Não conheço uma Secretaria de Eduação do Brasil que tenha um especialista em demografia, que saiba quantas crianças vão nascer nos próximos anos e, portanto, quantas escolas precisam ser abertas ou fechadas.

Veja - Há algum meses, o MEC anunciou a aquisição de milhares de tablets para professores. O senhor vê isso com bons olhos?

Oliveira - É mais confete. O bom professor vai se beneficiar; o mau, não. E nem o benefício ao bom professor justifica o custo. Quando a tecnologia está atrelada ao professor, ele, o ser humano, vai ser sempre o fator limitante. Nenhum país conseguiu melhorar a educação a partir do uso da tecnologia. Não estou dizendo que a tecnologia seja ruim. Ela tem potencial, desde que seja usada no contexto apropriado. Não adianta colocar ingredientes certos na receita errada.

Veja - Alguns países que tinham índices educacionais semelhantes aos do Brasil hoje ostentam números aceitáveis ou mesmo invejáveis. É o caso de Coreia do Sul, China e Chile. O que essas nações podem ensinar ao Brasil?

Oliveira - Elas podem servir de modelo, mas é preciso entender o processo de cada uma delas. Os três países citados aprimoraram seu sistema de ensino em regime militares, o que não é arealidade do Brasil, felizmente. Mas a estratégia central dessas nações foi adotar medidas de forma gradual. Essa é uma lição que o Brasil tem dificuldades para aprender. Queremos fazer tudo de uma só vez, e acabamos não fazendo nada direito. A Coreia do Sul, por exemplo, realizou sua reforma entre os anos 1950 e 1980. Primeiro, reestruturou o ensno primário, depois, o ginásio, e assim por diante. A outra estratégia acertada dessas nações foi construir as condições necessárias ao sucesso do ensino. Dou novamente um exemplo dos sul-coreanos: eles introduziram um programa de ensino rigoroso, tocado por professores bem formados. Temos também exemplos de democracias que fizeram reformas educacionais bem-sucedidas, como Finlândia e Irlanda. A Finlândia tinha índices mito inferiores aos dos demais países escandinavos. Há cerca de trianta anos, eles elaboraram um plano de ensino extremamente rigoroso, que incluía formação lapidar de professores.

Veja - A sensação generalizada é que o ensino público nacional é um desastre. É uma visão errada?

Oliveira - È uma visão correta. Sobretudo para as crianças pobres, que teriam na escola a única chance de ascensão social. A escola é um desastre quando analisada pela ótica das avaliações internacionais, e um desastre também do ponto de vista pessoal, individual. A única chance que um cidadão tem de melhorar de vida no Brasil é por meio da educação de qualidade. E ela não tem qualidade para a maioria das pessoas. O número de jovens que chegam ao ensino médio é baixíssimo, e entre estes a evasão é uma calamidade. E o governo é incapaz de entender que há um modelo errado ali, que penaliza jovens justamente quando eles atravessam uma fase de afirmação.

Veja - O Enem foi criado como ferramenta de avaliação e aprimoramento do ensino médio. Porém, vem sofrendo mudanças para atender a outro fim: a seleção de estudantes para universidades públicas. Qual a avaliação do senhor a respeito?

Oliveira - Ninguém consegue servir a dois senhores. O Enem nasceu com um formato, mas transformou-se em outra coisa. Ele nasceu para ser uma prova de avaliação das competências dos jovens, mas não deu certo. Em seguida, tentou-se vender a ideia de que é uma prova seltiva, um vestibular barato. E ficamos com esse troço que ninguém sabe o que é. O Enem não tem a menor importância. A ideia de ter uma forma simplificada de ingresso à universidade é bem-vinda, mas isso não serve para todos os estudantes do ensino médio.

Veja - O que poderia ser feito para corrigir o ensino médio?

Oliveira - O Brasil tem a necessidade de atender a demandas da sociedade e da economia. Mas insistimos em fazer um ensino acadêmico, repovando alunos e negando qualquer futuro a essas pessoas. O grosso do currículo escolar tem de ser voltado para a massa, para pessoas que vão enfrentar o mercado de trabalho. Uma formação técnica, profissional, para aquele sujeito que vai trabalhar no shopping, no telemarketing. Não há demérito algum nisso: essa é a base das economias de serviço. Nos Estados Unidos, a maior economia do mundo, 50% das pessoas que estão no mercado de trabalho têm apenas o ensino médio. É um nível de qualificação que permite a eficiência da economia. Aqui, quem possui somente o ensino médio é considerado um fracassado.

Veja - Tramita no Congresso o Plano Nacional de Educação, que prevê aumentar o procentual do PIB destinado à área de 5% para 10%. A falta de dinheiro é a razão de crianças não saberem ler ou operar conceitos fundamentais de matemática?

Oliveira - O país deve investir em educação, mas colocar dinheiro na equação atual é jogá-lo fora. O problema mais importante é a gestão. Não adinta pôr mais dinheiro no sistema atual porque ele vai ser malgsto. É como pagar dois professores que não sabem ensinar: melhor é pagar somente um bom mestre. Temos problemas estruturais muito graves: se eles não forem resolvidos, não haverá financiamento que baste. Desde 1995, o salário do professor quintuplicou no Brasil, mas não houve anaço no desempenho do ensino. Então, aumentar uma variável só não vai mvexer no resultado. A equação é mais complexa. Além disso, 10% é uma cifra descabida do ponto de vista da macroeconomia.

Veja - O país estabeleceu metas para o ensino básico até 2021. Como estará o Brasil, do ponto de vista da educação, às vésperas do bicentenário da Independênciaa?

Oliveira - Estaremos no mesmo patamar. Não há nenhuma razão para pensar que será diferente. Não se muda a educação estabelecendo metas, mas a partir de instituições. Não há milagre. Uma vez que não existe investimento nas políticas corretas, não há por que achar que teremos uma situação melhor no futuro.

Fonte: Goulart, Nathalia. NÃO PRECISAMOS DE ESCOLAS-MODELO por JOÃO BATISTA ARAÚJO E OLIVEIRA. Revista Veja, edição 2283, ano 45, n° 34, editora Abril: 22 de agosto de 2012

sexta-feira, agosto 31, 2012

quinta-feira, agosto 30, 2012

Ciências - Encontro de Formação Continuada - 23/08/2012, por Daniela Smania Spillere Fabris

No dia 23 de agosto de 2012, aconteceu na FMP (Faculdade Municipal de Palhoça) o terceiro encontro do curso de formação continuada na área de Ciências.

IDEB 2011
Iniciamos o encontro com a discussão da matéria publicada no jornal Diário Catarinense: IDEB 2011 mostra escolas de SC que precisam melhorar o ensino, publicada no dia 15/08/12. Neste momento os professores postaram suas considerações individuais através da plataforma de aprendizagem MOODLE e logo após foi feita a discussão com o grande grupo.

Sala de informática - Plataforma MOODLE


EDUCAÇÃO AMBIENTAL

“Educação é aquilo que fica depois que você esquece o que a escola ensinou”
                                                                                                 Albert Einstein

Vivenciar a educação ambiental é algo essencial a todo ser humano, e para que isso aconteça temos que entender a relação entre homem e natureza como sendo parte de um mesmo ambiente.

É de fundamental importância ter o educador como formador ambiental no espaço escolar, para que o mesmo consiga conscientizar os estudantes para que eles se sintam parte deste ambiente, sendo capazes de respeita-lo e ama-lo. Permitindo uma transformação da realidade.

Este encontro foi um momento inicial de uma conversa e incentivo para o trabalho docente.

Momento...
                 Sensibilização



É por meio da sensibilização que o processo educativo se perpetua e concretiza. Mais do que mera transmissão de conhecimento, educar passa por aspectos ligados a emoções, sentimentos, afetividade, intuição, todos despertados em nosso lado sensitivo. (Retirado da cartilha “Os Educadores e o Parque Nacional da Serra do Itajaí)







Oficina: Arte-Educação Ambiental com Sementes



"Ser Semente nos dias de hoje, é assumir com profundidade a VOCAÇÃO; 
  Ser Semente é fazer brotar a FÉ e a ESPERANÇA no coração daqueles que
  já nem crêem mais; 
  Ser Semente é mostrar que mesmo nas diferenças podemos TRANSFORMAR"
                                                                                             Elza Gobbi Tessaro





 Resultados...

                                                                Anabelle                                         Cleuza

                                                                         Vera                                         Francys
                                                                          Milene                                     Suelen



"Educar é semear com sabedoria e colher com paciência".
                                                                            Augusto Cury

Autor da Postagem: Profª Daniela Samania Spillere Fabris                                                          

quarta-feira, agosto 29, 2012

Diversidade Étnicorracial

 
Iº SEMINARIO FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ÉTNICORRACIAL:
NEGROS (AS) E EDUCAÇÃO EM SANTA CATARINA, TRAJETÓRIAS E DESAFIOS.


PREZADO SENHORES E SENHORAS,

Cumprimentando-os cordialmente, venho por meio deste convida- los para participar do Iº Seminário do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnicorracial: Trajetória Educacional dos Negros em Santa a realizar-se no dia 31 de agosto de 2012 ás 08h, no plenário da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina/ALESC.

O objetivo geral do seminário é reunir pesquisadores (as), gestores (as) e professores (as) para discutir, apresentar, ampliar as ações e estratégias de combate ao racismo. As políticas públicas direcionadas à educação das relações Étnicorraciais em Santa Catarina, a Lei Federal 10.639/03, o plano nacional de implementação das diretrizes curriculares, Educação de Jovens do Ensino Médio e EJA.


Atenciosamente,

ANGELITA SOURILDA TEODOMIRO
GESTORA FIPIR/PALHOÇA

Entrar  em contato com  diretoria de cultura Angelita email.culturapalhoca@gmail.com FONE: 32791770

terça-feira, agosto 28, 2012

Encontros de Geografia/2012

Atendendo ao Estatuto do Magistério Municipal onde a prefeitura oferece 40 h de capacitação, em 2012 tivemos 3 encontros presenciais que contabilizaram 24 h das 40 h que devem ser oferecidas, as 16 h restantes foram por meio de atividades desenvolvidas com os professores na Plataforma Moodle. Para o ano de 2012 a utilização da Plataforma Moodle, veio para introduzir o professor em um novo meio de aprendizagem, desta forma os encontros de formação continuada foram realizados na modalidade semipresencial.
Nestes encontros discutiu-se: Planejamento Educacional, Currículo, Proposta Currícular Municipal de Geografia, IDEB 2011 e foram oferecidas duas oficinas pedagógicas ministradas pela Profª Dislene Freitas com as temáticas: Geografia meu espaço e minha vida, Geografia eu sou daqui e ele é de lá, Geografia as novas gerações e o reconhecimento do seu espaço, Geografia formas e linguagens para vivenciar a geografia, Paisagem e Planejamento Ambiental.
As tarefas presenciais e a distância envolveram os temas discutidos nos encontros e nas oficinas pedagógicas.
Tivemos bons momentos de discussão, reflexão e troca de ideias que foram proveitosas para o grupo presente.
Agradeço a presença de todos os professores da rede municipal, da Profª Dislene Freitas e da senhora Juciani de Cássia Rebelo Acessora Pedagógica da Editora Moderna que nos proporcionou a presença da Profª Dislene Freitas.






 Autor da Postagem: Profª Márcia Brüggemann Spricigo

Encontro de Educação Ambiental

2º Encontro Catarinense de Educação Ambiental

Data: 29 e 30 de outubro de 2012
Inscrições: inscricoesciea@sds.sc.gov.br

segunda-feira, agosto 27, 2012

Matemática_3° encontro com professores das séries finais do Ensino Fundamental por Karina Zolia Jacomelli Alves

Os professores de Matemática das escolas municipais de Palhoça se reuniram, pela terceira vez na Faculdade Municipal de Palhoça - FMP, no dia 23/08/2012, para darmos continuidade ao curso de formação continuada.

No primeiro encontro, dia 31/05/12, focamos as discussões nas diferentes concepções dos professores quanto ao tema “Avaliação em Matemática”. No segundo encontro, dia 05/07/12, o foco se manteve, mas foram acrescentadas as concepções dos alunos e de documentos oficiais (artigos, dissertações, PCN) nas discussões. Importantes pontuações, em ambos os dias, foram consideradas: o que é e qual a finalidade da avaliação nas aulas de matemática, o questionamento da existência da escola sem avaliação, a prova e os outros diferentes instrumentos avaliativos, a recuperação, a auto-avaliação, o papel do erro e a importância de não ser considerada apenas a resposta final em uma atividade matemática, a dificuldade em avaliar os alunos e o professor enquanto pesquisador, crítico e questionador.

Para o terceiro encontro objetivamos a reflexão sobre portfólio como uma das práticas de avaliação, ou seja, o portfólio como mais um instrumento avaliativo a disposição do professor. Mais, a apresentação, como sugestões, do que se deve levar em conta no momento da avaliação por resolução de problemas, comunicação oral e trabalho em grupo. Essas sugestões, oferecidas por meio do uso de tabelas, acentuam não só os conhecimentos científicos que os alunos têm que adquirir, mas também as capacidades e as atitudes que têm que desenvolver, e ainda as competências inerentes à resolução de problemas, à comunicação oral e ao trabalho de grupo.

Outros dois diferentes momentos que aconteceram no dia:

(1) Uso da plataforma MOODLE para escrever uma análise acerca dos resultados do Ideb 2011 das escolas municipais de Palhoça.

Como referência para escrever a análise, os professores tiveram acesso aos resultados disponíveis no site do Ministério de Educação – MEC do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB, e à matéria do Diário Catarinense: Ideb 2011 mostra escolas de SC que precisam melhorar o ensino, publicada no dia 15/08/12. Além disso, foi fornecida orientações por meio das seguintes questões:

 Para você, a análise dos resultados do desempenho do aluno, nas condições colocadas para obter o Ideb (taxa de aprovação/reprovação X notas na Prova Brasil), contribui para a melhoria da qualidade educacional? Justifique.

 Com base na leitura realizada, observamos que algumas escolas municipais de Palhoça não alcançaram as metas projetadas pelo Ministério da Educação; outras escolas, inclusive, baixaram o índice alcançado em 2009. Posicione-se, destacando possíveis fatores que possam ter colaborado para esse cenário.

 O PDE Escola é um Programa voltado para o aperfeiçoamento da gestão escolar democrática e inclusiva. O Programa busca auxiliar a escola, por meio de uma ferramenta de planejamento estratégico, a identificar os seus principais desafios e, a partir daí, desenvolver e implementar ações que melhorem os seus resultados, oferecendo apoio técnico e financeiro para isso. Em Palhoça, temos as seguintes escolas inseridas no PDE: GE Frei Damião, EBP Neri Brasiliano Martins, EBP Adriana Weingartner, EBP Reinaldo Weingartner, EBP Antonieta Silveira de Souza e GE Guilherme Wiethorn Filho. Como você justifica o fato de a escola estar inserida no PDE e, mesmo assim, não conseguir avanço significativo no índice apontado pelo IDEB/2011?

 O secretário Estadual de Educação de Santa Catarina, Eduardo Dechamps, aponta a implantação de projetos como alternativa para reverter o quadro das escolas que apresentaram índices baixos. Um dos projetos a ser implantado trata da troca de boas práticas pedagógicas entre as escolas: aquelas que tiveram bom desempenho apresentam os trabalhos que deram certo às unidades que precisam melhorar. Posicione-se criticamente acerca desse projeto.

(2) Oficina “Curiosidades matemáticas”

Por meio de tarefas, os professores conheceram uma interpretação geométrica do mmc, estratégias para encontrar o dia da semana de uma data retroativa, a verificação da validade do CPF, a montagem de um quadrado 11x11 seguindo instruções especiais, utilização de tampas de garrafas e caixas de ovos para desenvolver a análise combinatória, a utilização do geoplano para trabalhar áreas de figuras geométricas planas, estimativa de quantos bombons foram colocados em um vidro para trabalhar a divisibilidade, mensagem codificada que abrange a adição de números naturais, e humor na matemática.

Fotos: