quarta-feira, julho 15, 2009

GESTAR II – Matemática – Unidade 8 do TP2 por Mariza Campos Gavilan (cursista)

Mariza Campos Gavilan, professora de Matemática de uma escola municipal de Palhoça, é uma das cursistas do programa GESTAR II. Como tarefa de uma das oficinas, ela precisava realizar o “Socializando o seu conhecimento e experiências de sala de aula” que consta na unidade 8 do TP2. A seguir, está o que a professora concretizou:

a) Síntese da unidade

Essa unidade trouxe uma introdução bastante curiosa sobre seguradora e modelos de mortalidade, coisa que nunca tinha me passado pela cabeça, muito legal!
Depois um texto sobre modelagem bem claro e de simples compreensão, muito útil mesmo para quem já conhece um pouco do assunto.
A unidade também fala de funções evidenciando a taxa de variação, que mais chamamos de coeficiente angular e o coeficiente linear.
Ainda em tratando de funções o texto faz referência à matemática financeira, especificamente sobre juros simples e compostos correlacionando com funções lineares e exponenciais respectivamente.

b) Resultados observados em sala de aula

A tarefa não era difícil, mas com vários acontecimentos que fizeram as aulas serem dispensadas, entre eles cursos e greve no transporte coletivo, a tarefa acabou por ficar atrasada e, como isso me preocupava, passou a ser difícil, mas foi concluída.
A principal dificuldade que tive foi encontrar a turma que se aplicaria melhor, pois mesmo sem achar que conteúdos não podem sair da sequência tradicional, estamos no final do bimestre concluindo atividades e recuperando conteúdos que não foram bem aprendidos.
Finalmente encontrei a turma onde achei que a atividade seria bem feita e realmente foi. Apesar de ser difícil para alguns alunos terem que decidir por conta dos gastos. Alguns reclamaram que não gostam de pescarias, outros que não vão à festa de igreja, um disse que iria à escola porque lá estariam todas as pessoas que ele conhece. Mas também achei que a discussão foi rica e no final o fator gasto ficou sendo mesmo o melhor critério de escolha.
Porém mais uma vez não foi completada nessa aula, ficou o gráfico e as equações para próxima.

c) Aplicação da tarefa na sala de aula

Variáveis - Sequência didática

Objetivos: Utilizar os conceitos de álgebra, usando variáveis; Reconhecer a interdependência entre variáveis; Trabalhar com um problema concreto.

Conteúdos: Álgebra; Confecção de tabelas; Tomada de decisões; Gráficos.

Público: 7ª série da EJA.
Tempo: 45 min.
Material: caderno.

A Aula:

1° passo: Pedir aos alunos leiam com atenção o problema propostos
2° passo: Resolver as questões 1, 2 e 3.
3° passo: Responder a questão principal que é a tomada de decisão de qual festa participar.
4° passo: Discutir com os alunos o porquê das respostas dadas.
5° passo: Fazer um gráfico.
6º passo: Discutir com os alunos a interdependência das variáveis.
7º passo: Responder a questões 4, que pede para encontrar a equação.
Conclusão: Os alunos fizeram as questões 1, 2 e 3 com facilidade. Precisamos de algum tempo de discussão para tomar a melhor decisão sobre qual a festa deveria ser escolhida, ainda assim tiveram alunos irredutíveis. Fazer o gráfico e a questão 4, vai ficar para a próxima aula.

ANEXO


GESTAR II – Matemática – Unidade 4 do TP1 por Cícero Clovis da Silva (cursista)

Cícero Clovis da Silva, professor de Matemática de uma escola municipal de Palhoça, é um dos cursistas do programa GESTAR II. Como tarefa de uma das oficinas, ele precisava realizar o “Socializando o seu conhecimento e experiências de sala de aula” que consta na unidade 4 do TP1. A seguir, está o que o professor concretizou:

a) Síntese da unidade

As atividades desta unidade vêm mais uma vez nos lembrar como a carga tributária do nosso país é grande, e que no dia-a-dia não paramos para observar o quanto gastamos com impostos e taxas.

Observei que são tantas as siglas que na maioria das vezes nem sabemos o que estamos pagando e para qual órgão, alem disso, algumas taxas e alíquotas não estão claras para o consumidor.

Logo, se tratando de impostos, aparecem os conceitos matemáticos, nos quais envolvem números negativos, porcentagem, gráficos, regras de três, entre outros.

Um ponto importante desta unidade é que mostra outras maneiras de trabalharmos os sinais, sem ser apenas por decorar as regras.

b) Resultados observados em sala de aula.

Comecei a aula falando da importância de observar o quanto cada um pagava de imposto, logo após perguntei se topariam um desafio e responderam que sim.

Então fomos rever regras de três, pois apesar de não fazer muito tempo que tínhamos visto, havia alguns alunos no grupo que não se lembravam, só depois disso é que passei qual era realmente o nosso conteúdo a ser desenvolvido e que teríamos que representar em um gráfico, usando o transferidor, régua e compasso.

Alguns me olharam assustados, já que nunca tinham visto isso, estão mostrei com usar os instrumentos e pedi que cada aluno fizesse a atividade proposta.

Foi muito interessante quando um aluno disse que jamais imaginaria usar uma régua redonda em matemática.

Assim quando os alunos entregaram esta atividade do gráfico de setores constando o tempo gasto com as suas atividades diárias, propus a eles que formassem grupos e fizessem o mesmo gráfico só que com as despesas e receitas da família, desta forma ficou mais interessante, pois estava fazendo algo que poderia ajudar a visualizar os seus gastos.

Um dos grupos fez algo diferente: juntaram todas as receitas e despesas e assim viram que quando junta tudo, sobra receita, o que não acontece no individual.
Algo importante para mim, foi perceber que não é tão difícil quebrar a seqüência didática para trabalhar outro conceito.
O desafio foi concluído em 4 aulas (não como planejado), mas foi muito interessante este trabalho, não só para mim, mas acredito que para eles também, pois cada ângulo encontrado quando estavam trabalhando em grupo, vibravam com se fosse a final de um campeonato, sem contar o companheirismo com os colegas que apresentavam maior dificuldade na hora de usar o transferidor e o compasso.

Ao final, pedi que os alunos, que quisessem, relatassem esta experiência de aprender matemática de forma diferente. Segue em anexo os relatos dos alunos.
Foi muito legal.

c) Aplicação da tarefa na sala de aula

Objetivos: Transformar dia em hora e hora em minutos; Observar o tempo gasto com cada atividade do dia; Comparar ângulos; Mostrar que um gráfico pode ser utilizado no seu dia-a-dia.

Conteúdos: Regras de três; Ângulos e suas medidas; Proporção; Construir gráficos; Utilização do compasso e do transferidor.

Público: 7ª série EJA.

Tempo: 120 min.

Material: Transferidor; compasso, folha ofício e cartolina.

Aula

1º passo: Conversar com a turma se eles aceitariam um trabalho diferente do que estava acontecendo
2º passo: Revisar regra de três.
3º passo: Como preencher a tabela com a divisão de tempo em um dia de atividade.

Atividades diárias ..................................................... Tempo gasto
Sono ............................................................................
Estudo ........................................................................
Atividades físicas ......................................................
Lazer ..........................................................................
Trabalho ....................................................................
Tempo restante ........................................................

4º passo: Verificar se o seu tempo deu 24horas ou 1440 min.
5º passo: Transformar os tempos em ângulos, utilizando a regra de três.
6º passo: Construir o gráfico usando compasso e transferidor.
7º passo: Observar como estão sendo usados os instrumentos, e quando apresentar dificuldade orientá-los quanto ao uso correto.
8º passo: Colorir cada ângulo de cor diferente para poder comparar.
9º passo: Após concluir essa etapa, propor que façam outro gráfico, agora em grupo. 10º passo: Pedir aos alunos que façam um relatório sobre o que acharam da atividade.

ANEXOS

Relatos





Trabalhos alunos







Foto

segunda-feira, julho 13, 2009

11º encontro de Matemática - GESTAR II

Resultado do 11º encontro com professores da rede municipal de Palhoça quanto ao programa GESTAR II que aconteceu no dia 10/07/2009.


O décimo primeiro encontro ou a sessão coletiva 6 contou com a presença de quatro professores. Nesta sessão, que trabalha a unidade 11 do TP3 - Usando o conceito de variáveis para discutir ecologia, desenvolvemos somente a parte A. Isso porque não foi possível aos professores levarem para sala de aula a transposição didática da referida unidade (que iria contemplar a parte B).
Após preencherem um questionário que solicitava seus dados pessoais a fim de montar nosso portfólio, fomos para a leitura do texto “Consciência Ecológica e Comportamento Ecológico” da página 146 do TP3. Ao questionar se tinham entendido o que esse texto queria dizer, todos responderam positivamente e uma das respostas foi: “posso ter consciência de que algo é importante, mas não me comporto para que esse algo aconteça”. Satisfeita com as respostas, sugeri que fossemos responder o questionário.
O questionário é composto por dez questões sendo as seis primeiras para serem realizadas individualmente. Vejamos as respostas dadas:

1. Para você, o que é consciência ecológica?

Professor A: é ter conhecimento dos efeitos que a nossa vida diária causa para o meio ambiente.
Professor B: consciência é ter conhecimento do que nós podemos causar ao meio ambiente.
Professor C: a consciência ecológica está relacionada com a idéia de que fazemos parte de todo o ecossistema.

2. O que você costuma fazer em sala de aula para desenvolver a consciência ecológica de seus alunos?

Professor A: lembrar de apagar as luzes e o ventilador, pedir que não desperdicem papel.
Professor B: costumo comentar com eles que em minha casa nós separamos todos os lixos e que educo meus filhos a não destruir o meio ambiente.
Professor C: busco relacionar os números com medidas e problemas que incluam as atividades humanas.

3. De acordo com o texto “Consciência Ecológica e Comportamento Ecológico” existe uma diferença entre estes dois termos: consciência ecológica e comportamento ecológico. Qual é a diferença?

Professor A: é que ter consciência só significa saber o que se pode causar e o comportamento são as atitudes concretas que se tomam.
Professor B: está no ato de fazer as coisas acontecer, pois a consciência é o saber o que devemos fazer já o comportamento é colocar em prática toda a sua consciência.
Professor C: a diferença existe, mas a coesão das variáveis depende de quanto custa.

4. Quais seriam alguns comportamentos que devemos ter para estarmos agindo de forma correta do ponto de vista ecológico? O texto “Consciência Ecológica e Comportamento Ecológico” cita alguns. Tente também levantar outros.

Professor A: usar automóvel só quando for necessário, transportar o maior número de pessoas possível; separar lixo; apagar luzes desnecessárias; reutilizar materiais como plásticos, papel (rascunhos).
Professor B: ir para o trabalho caminhando. No momento não faço nada para melhorar esse comportamento.
Professor C: jogar urina na planta; reciclar caixinhas de leite; desligar a torneira para escovar os dentes; não ensaboar com o chuveiro ligado.

5. Quais desses comportamentos você considera mais fáceis de fazer? E quais os mais difíceis?

Professor A: o mais fácil é não desperdiçar energia, papel, etc. O mais difícil é abandonar o conforto de andar de carro, separar lixo e diminuir o tempo de banho.
Professor B: separar os materiais para reciclagem.
Professor C: desligar a torneira é mais fácil, fazer algum utilitário com caixinha, menos.

6. Você já encontrou pessoas que, mesmo sabendo qual comportamento seria correto do ponto de vista ecológico, agiu de forma contrária? Por que você acha que isso ocorre? O que o texto “Consciência Ecológica e Comportamento Ecológico” diz a esse respeito?

Professor A: é muito comum acontecer isso. No meio dos professores é fácil encontrar pessoas conscientes e difícil encontrar quem concretiza essas ações. Acredito que isso ocorra por comodismo mesmo.
Professor B: isso ocorre porque as pessoas acham que só ela fazendo não faz mal, é só um pouquinho. Mas não levam em conta que de pouquinho em pouquinho se faz um montante.
Professor C: já vi uma fábrica que produz muito; outra pessoa que matou um grilo. Diz que é contraditório, pois prevalece a atitude de baixo custo.

Após um instante de muito silêncio para responder as seis primeiras questões acima, os professores retomaram as discussões sobre o assunto. Alguns depoimentos foram dados: reciclar lixo tudo bem, mas deixar de andar de carro, aproveitar cascas de alimentos, etc, não dá.

A questão de número 7 foi realizada em grande grupo. Numa discussão incansável os professores chegaram a uma conclusão. Vejamos:

7. A partir das idéias compartilhadas, formule um questionário e um sistema de classificação de respostas. Ou seja, ao final dessa atividade, seu grupo deverá ter:
a) Um questionário para identificar o grau de consciência ecológica dos respondentes.
b) Um critério que permita classificar os respondentes do questionário em A (altamente conscientizado), B (bastante conscientizado), R (regularmente conscientizado), P (pouco conscientizado) ou N (nada conscientizado).
c) Um questionário para identificar o grau de comportamento ecológico do respondente.
d) Um sistema de classificação das respostas (pode ser igual a da letra b).

Questionário montado pelo grupo:

I. Consciência ecológica
Ser ecologicamente correto é:
( ) reciclar lixo
( ) economizar energia
( ) economizar o uso do carro
( ) economizar água
( ) adquirir eletrodoméstico da linha A
( ) usar sacola retornável

II. Comportamento ecológico

a) Você usa o carro (ou moto):
( ) somente quando não há outra opção (3 pontos)
( ) alternadamente de acordo com a necessidade (2 pontos)
( ) para se deslocar para qualquer lugar (1 pontos)
( ) não tem carro ou moto (0 pontos)

b) Você separa o lixo reciclável:
( ) sempre (3 pontos) ( ) as vezes (2 pontos) ( ) nunca (1 pontos)

c) Como você economiza água?
( ) fechando torneiras durante escovação de dentes e banho (3 pontos)
( ) lavando louça (2 pontos)
( ) deixando de lavar carro e calçada ou usando balde para tal (1 pontos)

d) Você apaga as luzes:
( ) mesmo quando está no ambiente, mas não é necessário (3 pontos)
( ) quando sai do ambiente (2 pontos)
( ) deixo acesa direto (1 pontos)

e) Na aquisição de um eletrodoméstico, você observa o consumo de energia:
( ) sempre (3 pontos) ( ) as vezes (2 pontos) ( ) nunca (1 pontos)

Critérios para classificação:

Foi acordado pelo grupo, para avaliar o grau de consciência ecológica, que a pergunta fosse feita sem dar ao entrevistado as opções de resposta. Se este, ao responder, falar dos seis itens ele será considerado altamente conscientizado (A), para cinco itens será bastante conscientizado (B) e assim por diante: quatro itens, regularmente conscientizado (R); três itens, pouco conscientizado (P); e dois itens, nada conscientizado (N).

Já para avaliar o comportamento ecológico, foi dado pontuações para cada resposta (apresentadas acima). As pessoas entrevistadas poderiam responder mais de uma opção, mas para contagem vale somente a maior pontuação, ou seja, em cada questão poderemos ter no máximo 3 pontos. Dessa forma, o máximo de pontos que se pode adquirir nas cinco questões é 15 com a seguinte classificação: de 1 a 3, nada conscientizado (N); de 4 a 6, pouco conscientizado (P); de 7 a 9, regularmente conscientizado (R); de 10 a 12, bastante conscientizado (B) e de 13 a 15, altamente conscientizado (A).

Com o questionário e os critérios de classificação prontos, os professores foram para a tarefa 8:

8. Seu grupo deverá entrevistar dez pessoas de suas turmas com base nos questionários (resolva quantas pessoas cada membro de seu grupo entrevistará, para agilizar o processo). Classifiquem as respostas e preparem-nas para apresentar para o grande grupo, em cada uma das formas:
a) Uma tabela: Indivíduo A B C D E F G H I J com seu Grau de consciência ecológica e Grau de comportamento ecológico
b) Um diagrama com setas
c) Um gráfico
Estas tarefas, como podem ver acima, pedia que os professores entrevistassem dez pessoas. Com isso, aproveitamos que o encontro do GESTAR II para Língua Portuguesa estava acontecendo no mesmo momento para entrevistar esses professores. Isso foi feito no intervalo:



Na volta do intervalo os professores reuniram os dados e montaram as seguintes tabelas (atividade 8, letra a):


Com o objetivo de cumprir a atividade 8 letra b, foram desenhados os seguintes diagramas com setas:


Terminando a atividade 8 com a letra c, foram desenhado os seguintes gráficos:


A atividade 9 (Cada grupo apresentará seus resultados para a turma) foi cancelada porque o grupo é composto por quatro integrantes e, acreditamos, foi mais interessante todos realizarem as atividades juntos. Mas isso não impediu de realizarmos discussões muito ricas.
Enfim, a última atividade:

10. Em cada caso, verifique se podemos afirmar que o grau de comportamento ecológico é função do grau de consciência ecológica. Discuta o porquê da resposta.
Resposta: Não. Por exemplo, uma pessoa pode saber que tem que economizar água, mas não tem clareza de que isso seria ecologicamente correto. Em nossa pesquisa podemos confirmar isso. Ao comparar os gráficos podemos dizer que as pessoas têm um Comportamento Ecológico sem necessariamente ter Consciência Ecológica.

Um professor para reforçar esta idéia disse que isso acontece na casa dele. Isso porque seus filhos não jogam papel de bala no chão, pois aprenderam com ele que não é legal e não porque eles têm a consciência de que não é ecologicamente correto.

domingo, julho 12, 2009

Avaliação do décimo primeiro encontro Gestar II - Língua Portuguesa

Neste encontro, direcionamos nossa discussão em torno dos procedimentos linguísticos que permitem fazer de um texto, um texto bem constituído. Para tanto, examinamos como alguns termos ou palavras formam mecanismos textuais, conhecidos como coesão textual. Tornou-se claro, ao longo do debate, que a ligação entre esses termos é responsável pela a articulação de sentidos de cada parte que constitui o texto. Podemos comparar a coesão à linha que costura os tecidos. Assim, dissemos que os mecanismos de coesão linguística tem a função de transformar ideias e palavras em textos.
Ainda, nesta discussão acerca da coesão, resgatamos a relevância da coerência textual para a manutenção da continuidade significativa do texto. Enfatizamos, também, que tanto a coesão como a coerência são responsáveis pela interpretação significativa e coerente de um texto.
Com a intenção de trabalharmos, de forma mais consistente, os elementos coesivos decidimos discutir algumas atividades do TP 5, especialmente as da seção 1: marcas de coesão. Mais adiante destacamos, na seção 2, os elos coesivos. E, para finalizar, propomos uma discussão do "Ampliando Nossas Referências" que aborda algumas questões importantes sobre a coesão textual.


terça-feira, julho 07, 2009

Matemática - GESTAR II - Parecer da formadora quanto às visitas aos cursistas

Segundo determinações do programa GESTAR II, eu, formadora Karina, acompanhei meus colegas cursistas na aplicação da tarefa “Socializando o seu conhecimento e experiências de sala de aula” que consta em todas as unidades pares dos cadernos de Teoria e Prática (TPs).
Esse acompanhamento aconteceu nos meses de maio e junho e visava à observação de uma ou mais aulas de cada um dos cinco cursistas que frequentam o curso. Minha função enquanto formadora foi observar a presença do material do GESTAR II em sala de aula e a aceitação ou não deste para os alunos. Essa aceitação foi visualizada por meio de discussões entre os alunos, relatos, atenção dada à aula, curiosidade diante da tarefa, entre outros.
Todas essas aulas foram planejadas pelo próprio professor cursista segundo orientações de cada unidade par dos TPs, com ou sem adaptações. Após cada visita elaborei um relato por escrito do que assisti e entreguei ao professor visitado, este leu podendo concordar ou não. Se fosse preciso, todos estavam ciente que tinham o direto a discussões sobre tal documento.
É importante destacar que nenhum professor recusou a minha visita em suas aulas, pelo contrário, a idéia foi aceita com facilidade e fui muito bem recebida. Todos eles se preparam antes da aplicação das tarefas levadas para sala de aula com dedicação, curiosidade, com boas expectativas, entre outros.
Nesses momentos pude observar que todos os alunos de todas as escolas por qual passei se envolveram com as atividades propostas. Existe, claro, exceções, mas foi um número tão pequeno que não vale a pena destacarmos. Esse envolvimento se deu por vários motivos, entre eles temos a curiosidade. Dependendo da tarefa solicitada encontramos alunos que queria saber o que a matemática tinha a ver com aquela situação proposta. Outro motivo foi o diferente, ou seja, questões jamais colocadas a eles como atividade de matemática como falar de esportes, festa junina, alimentação, entre outros. Além desses dois motivos destaco mais um, o uso de materiais concretos. Os alunos se mostraram satisfeitos ao manusear embalagens de produtos alimentícios, régua, lápis de cor, cartazes, roupas, etc; ao tirar fotos ou ver suas produções sendo recolhida pelo professor para serem escaniadas.
Outra observação interessante e que aconteceu em todas as aulas foi os professores solicitarem as atividades para serem desenvolvidas em grupos. Dessa forma, além dos professores ganharem a oportunidade de saber o que um aluno pensa diante de tal tarefa e poder interferi positivamente, os alunos ganham a oportunidade de interpretar essa tal tarefa, examinar as informações dadas, decidir o que é importante ou não para dar uma resposta, formar uma estratégia de resolução, tomar decisões, argumentar e defender suas idéias.
Não foi fácil, ou melhor, não está sendo fácil trabalhar com um material tão rico, diferenciado que exige muita leitura, dedicação, boa vontade e que deve ser inserido num planejamento anual que foi proposto à escola. Além de outros contratempos, temos ainda a carga horária de nossos professores. Todos trabalham mais de 40 horas semanais, têm famílias e muitas outras coisas particulares para estarem realizando. Mesmo assim, a proposta do GESTAR contagiou nossos professores e foi levada, por eles, para sala de aula e muita coisa nova foi colocada em prática neste semestre.
Estamos cientes que, mesmo depois de um trabalho exemplar realizado neste semestre, podemos avançar muito mais. Uma das observações feita por mim durante as minhas visitas permitiu oferecer aos professores mais um desafio, isso para o segundo semestre. Observei que todos os professores antes de apresentarem a tarefa proposta pelo GESTAR aos seus alunos, preparam estes trabalhando antecipadamente os assuntos que iriam mobilizar na tal tarefa.
Por exemplo, uma das atividades do programa permitia ao aluno o contato com o assunto ângulos e gráficos de setores. Esse assunto em vez de ser trabalhado no momento em que essa necessidade aparece, ele foi trabalhado nas aulas anteriores. Em outras palavras, o conteúdo ângulos e gráficos de setores serviram de ferramenta para realizar a tarefa proposta em vez de ter sido o objeto de estudo.
Ao relatar esta minha observação aos professores em um dos encontros, fui surpreendida. Isso porque verificamos que este fato não aconteceu em todas as tarefas que aplicaram em sala e, por assistir somente uma entre tantas aulas utilizadas para esse fim, não compartilhei desses momentos. Mas mesmo assim, ficamos com um desafio para o próximo semestre: trabalhar ou continuar trabalhando o conteúdo como objeto de estudo durante a tarefa proposta pelo GESTAR. Acreditamos que não será fácil pelos muitos motivos comentados no terceiro parágrafo anterior, mas com esse grupo de professores será inevitável a tentativa de vencer esse desafio.
Por fim, preciso falar da atuação dos professores em sala de aula. Em nenhum momento me comprometi a avaliá-los, mas foi inevitável observar algumas características que podem servir de exemplo. Encontrei professores que conversam com os alunos o tempo todo, que não gritam mesmo quando estes fazem alguma graça; professores que deixam os alunos tomarem decisões em relação ao que será feito, que deixam os alunos argumentarem como se soubessem mais do que eles; professores que permitem aos alunos falarem como foi a aula incentivando a colocação de argumentos para tal sem medo de ouvir que não gostaram; professores que deixam seus olhos brilhar por verificar a satisfação de seus alunos diante das tarefas; professores que observam seus alunos e ficam surpresos por ouvir falas das quais não esperavam e que as aproveitam para dar continuidade as suas aulas.
Parabéns a todos vocês, Mariza, Cícero, Aloísio, Sandra e Ottoniel, por serem tão especiais e por me ensinarem muito. Que possamos sempre tê-los em nossa rede para que essa energia se torne contagiante. Nós somos um grupo formado por uma minoria se pensarmos no quadro de professores do município de Palhoça, mas é pensando em pessoas como vocês que acredito ainda mais numa considerável melhora em nossas escolas.

segunda-feira, julho 06, 2009

Avaliação do décimo encontro – GESTAR II – Língua Portuguesa

Oito professores participaram do décimo encontro. Inicialmente, os cursistas lamentaram a dificuldade que encontraram em desenvolver as atividades propostas na aula anterior, em virtude da greve de ônibus que mais uma vez paralisou a região da grande Florianópolis. As aulas ficaram suspensas durante quatro dias, pois alunos e professores não conseguiam chegas às escolas.

Aproveitando o espaço, relatei aos professores o que faríamos até o fim dessa primeira parte do Programa Gestar II. Salientei que temos apenas mais dois encontros e poucos dias letivos nas escolas com alunos, pois estamos em época de provas, conselhos de classe e, além disso, tivemos algumas greves na região, entre outras dificuldades. Por isso, talvez, não seja possível o cumprimento de todas as tarefas previamente programadas para o primeiro semestre. Mas, enfatizamos que mesmo com alguns empecilhos trabalhamos de forma bastante intensa os temas relacionados ao Gestar II.

Iniciamos as atividades do TP5, discutindo a unidade 18 que trata de Coerência textual a partir de estudos de textos verbais e não-verbais. Neste momento, os cursistas salientaram a dificuldade que os alunos apresentam para atribuir coerência aos textos.

Na sequência, no próprio TP5, discutimos as possibilidades de construção da coerência. Assim, trabalhamos algumas atividades voltadas especificamente a coerência textual. Cada cursista ficou responsável pela resolução e explicação de uma das atividades solucionadas.

Após o intervalo, os professores-cursistas continuaram com as discussões acerca da coerência textual e definiram as atividades a serem aplicadas em sala de aula. Definiu-se que todos deveriam aplicar o “Avançando na Prática” da página 105, do TP5, bem como trazer relatório no próximo encontro. Ventilou-se também a possibilidade de uma visita do formador a todos os cursistas em suas escolas, para isso pensou-se na construção de um cronograma.

FOTOS

sábado, julho 04, 2009

10º encontro de Matemática - GESTAR II

Resultado do 10º encontro com professores da rede municipal de Palhoça quanto ao programa GESTAR II que aconteceu no dia 03/07/2009.

Mariza, Aloísio e Sandra, três professores que fizeram parte do décimo encontro. Este se tratava do estudo da unidade 10 do TP3: Semelhanças, revestimentos, preenchimentos.
Começamos nosso estudo conhecendo qual seria a tarefa do “Socializando o seu conhecimento e experiências de sala de aula” que propõe aos alunos um trabalho com o octaedro regular, octaedro truncado e com o preenchimento do espaço. Para minha surpresa, pois eu não esperava, os professores visualizaram com facilidade essa tarefa em sala de aula e, inclusive, deram sugestões de aplicações.
Aproveitando a conversa, coloquei aos professores o que faríamos até o fim desse semestre. Temos mais dois encontros do GESTAR e poucos dias letivos nas escolas com alunos, pois estamos em época de provas, conselhos de classe, tivemos greve de ônibus na região, entre outros. Será possível o não cumprimento de todas as tarefas, mas não deixarão de tentar.
Na sequência, os professores conheceram o parecer que fiz em relação as minhas visitas as suas escolas. Isso contribui para uma discussão retomando a proposta do programa. Foi muito importante esse momento, pois voltamos a lembrar do que aconteceu nas aulas com atividades propostas pelos TPs e eu fiquei sabendo de muitos acontecimentos que ainda não haviam relatado. Ao final dessa discussão me comprometi de acrescentar um parágrafo neste parecer para acrescentar o que até então não conhecia, já que não foi possível assistir a todas as aulas desenvolvidas para o cumprimento das sugestões do GESTAR.
Após o intervalo voltamos para sala a fim de estudarmos as seções 1 e 2 da unidade 10. Como este encontro foi encerrado mais cedo, este estudo ficou para terminarmos em casa.
ANEXO
Tarefa para o próximo encontro - http://www.megaupload.com/?d=Z8ZA18H1
(Após clicar no link acima, para acessar o documento, preencha o "Digite isso aqui", clique no "Baixar arquivo" e, por último, clique em "Download comum")