terça-feira, junho 09, 2009

GESTAR II - LÍNGUA PORTUGUESA/TP3 - Gêneros textuais por Teresa Cristina

RELATÓRIO DE ATIVIDADE – GESTAR II
TURMAS: 7ª e 8ª SÉRIES
TOTAL DE ALUNOS: 7ª série = 28 alunos / 8ª série = 36 alunos
INÍCIO DA ATIVIDADE: 8ª série = 22/04 - 7ª série = 25/04
DURAÇÃO: 3 semanas = 9 h/a
TÉRMINO DA ATIVIDADE: 7ª e 8ª séries = 06/05
CONTEÚDO: Gêneros Textuais – Propaganda, anúncio e publicidade TEMA: Campanha contra a violência doméstica (anexo)
OBJETIVOS: - Promover uma discussão dirigida sobre a violência em geral; - Provocar a reflexão sobre violência doméstica; - Construir e conceituar coletivamente: propaganda, anúncio e publicidade; - Identificar semelhanças, diferenças e propósitos da propaganda, anúncio e publicidade; - Desenvolver a habilidade de interpretação e análise reflexiva de textos em geral; - Desenvolver a capacidade de argumentação e a criatividade.
DESENVOLVIMENTO: As atividades foram desenvolvidas nas séries/turmas já citadas, no período de três semanas, sendo assim distribuídas:
1ª Semana – debate e interpretação da Propaganda (anexa), esgotando diversas possibilidades de entendimento e argumentação, seguida de breves relatos de experiências;
2ª Semana – construção coletiva, seguida de explanação conceitual dos gêneros textuais - propaganda, anúncio e publicidade, seguida de discussão dirigida com exemplificações e da proposta da atividade;
3ª Semana – desenvolvimento, em sala, das atividades propostas.
São elas: 1º) Trazer e apresentar ao grupo um anúncio e uma propaganda;
2º) Criar um produto e seu anúncio e apresentá-los a turma.
RECURSOS UTILIZADOS: - Texto anexo; - Jornais, revistas, encartes de lojas e supermercados; - Papel, cola e tesoura.
AVALIAÇÃO: No decorrer dessas três semanas pudemos observar grande interesse e participação do alunos, especialmente nos momentos dos debates e das discussões dirigidas, além da criatividade da maioria dos alunos quando da construção individual e apresentação de seu produto e anúncio.
Percebemos, também, que todos realizaram as atividades de forma prazerosa e bem a vontade. Concluímos, portanto, que os objetivos foram plenamente atingidos, que esse tipo de atividade despertou muito interesse da turma e, que todos a desenvolveram com facilidade, gosto e responsabilidade.
A partir dessa observação, propuzemos as turmas continuarmos desenvolvendo atividades voltadas para a construção textual, tanto coletiva quanto individual e atividades que proporcionem o desenvolvimento da reflexão, da interpretação e que privilegiem a leitura e a criatividade.
Palhoça, 15 de maio de 2009.

GESTAR II - LÍNGUA PORTUGUESA - biografia/TP3 por Joice Porto

RELATÓRIO DE ATIVIDADE – GESTAR II
Objetivos:
Reconhecer as características e tipos de informações que constituem uma biografia;
Descrição:
Ler diferentes biografias de Carlos Drummond de Andrade, de Miguel de Cervantes e outros autores que estão no livro didático.
Refletir a partir do conhecimento prévio dos alunos, como pode ser chamado os tipos de textos lidos.
Analisar as biografias para que os alunos identifiquem que tipos de informações constituem o texto biográfico e anotá-las no quadro.
Propor que escrevam sua própria biografia, na terceira pessoa, como foi feita a de Carlos Drummond de Andrade e dos outros autores estudados.
Sugerir que sentem em dupla a fim de analisarem seus textos para ver se os textos seguem as características da biografia.
Materiais necessários: diferentes biografias de Carlos Drummond de Andrade, De Miguel de Cervantes (folha xerocada); quadro; giz;
Avaliação: participação oral; empenho nas atividades desenvolvidas e produção de sua própria biografia.
Relato da aplicação das atividades
Como estávamos analisando um trecho da obra “Don Quixote” de Miguel Cervantes e também já havíamos analisado o texto “A doida” de Carlos Drummond de Andrade,levei para a sala diferentes biografias dos autores. Primeiro, foi feita pelos alunos, em voz alta, a leitura de três diferentes biografias de Carlos Drummond de Andrade, duas biografias de Cervantes e outros textos biográficos que estavam no livro didático. Depois da leitura, comecei a fazer um levantamento do conhecimento prévio que os alunos tinham em relação aos textos, fazendo as seguintes perguntas: Como se constituem os textos? Quais as semelhanças e diferenças? Quais as informações que trazem? Qual a finalidade? Após refletirmos um pouco, escrevi no quadro uma receita e um bilhete. Perguntei qual era a diferença entre estes gêneros e a biografia? E como podíamos chamar cada um deles? Os alunos tiveram dificuldades para denominar o gênero biografia, já os outros foram rapidamente reconhecidos. Após algumas hipóteses, uma aluna disse que se tratava de uma bibliografia. Expliquei o que significava bibliografia, pegando, como exemplo, a última página do livro didático. Só então, outro aluno disse que os textos lidos podiam ser classificados como biografias. Identificadas as informações que constituem um texto biográfico, analisamos o tempo e a pessoa verbal que apareciam nos textos. Feito isto, como avaliação final, pedi que os alunos fizessem sua própria biografia, que devia ser entregue na aula seguinte.
Como só temos aulas duas vezes por semana, a dificuldade encontrada foi dar continuidade à análise e reescritura das biografias. Isto é, na aula seguinte (quinta-feira), os alunos fizeram um passeio de trem na Beira-mar de São José (município vizinho) e na outra aula (segunda-feira) foi o dia da avaliação de recuperação bimestral. Só dez dias depois, é que pudemos retomar a aula.
Nesta aula, os alunos sentaram em dupla, trocaram as biografias entre si, analisaram e apontaram o que tinha que ser melhorado (isso foi feito sob a minha orientação). Durante toda a atividade pude observar uma participação efetiva dos alunos, principalmente, na oralidade e na produção de texto.
Palhoça, 15 de maio de 2009.

GESTAR II - LÍNGUA PORTUGUESA - TP3/BIOGRAFIA por Alexandra Espíndola - cursista

Alexandra Espíndola, professora de Língua Portuguesa de uma escola municipal de Palhoça, é uma das cursistas do programa GESTAR II. Como atividade de uma das oficinas, ela precisava desenvolver com os seus alunos o “Avançando na Prática” do TP3 que trata de Biografia.
A seguir, está o que a professora desenvolveu:
Como estamos estudando teoria da narrativa, os estudantes da 6ª série já sabem o básico, como os tipos de narrador. Na semana passada, produziram uma narrativa em primeira pessoa e socializaram seus textos lendo-os para a turma, que identificou, além do narrador, os outros elementos da narrativa. Esta semana, como proposto pelo TP3, foram produzidas biografias. Iniciei a aula lendo a biografia de Drummond e pedindo aos alunos que identificassem quais as informações dadas neste texto. Listamos algumas, como: nome completo, local e data de nascimento, profissão etc. Depois eles escreveram uma auto-biografia, mas em terceira pessoa. Essa aula teve como objetivos: colocar em prática a teoria da narrativa e reconhecer outro gênero textual, a biografia. Como resultado, observei que os estudantes, mesmo estimulados, não ousaram sair das informações observadas na biografia de Drummond – o que é sintomático, visto que nossos estudantes estão habituados a seguir regras e fórmulas prontas. Contudo, redigiram textos que me possibilitaram averiguar que a teoria foi assimilada e o gênero compreendido, ou seja, objetivos alcançados. Este trabalho não pára por aqui. A partir dessa aula, faremos um estudo mais aprofundado sobre esse gênero, como pesquisas das variações temáticas e linguísticas que se encontram nas biografias. A meta é chegarmos a um texto que, mesmo não sendo possível classificá-lo como auto-biográfico, apresente-nos um narrador alter-ego do autor. Dessa maneira, podemos começar a desconstruir as classificações, as tipologias rígidas da teoria da narrativa.

Palestra de VALDECI VALENTIM LOCH – Fazer, compreender e criar em matemática.

A Editora IBEP ofereceu no dia 08/06/09, uma palestra com Valdeci Valentim Loch cujo tema foi: “Fazer, compreender e criar em matemática”. Os slides que a autora usou estão em anexo nesta postagem.

Valdeci fala, primeiramente, de cidadania. Educar para a cidadania significa capacitar para: compreender (criticamente); usufruir (eticamente); e transformar (solidariamente). Como exemplo ela discursa sobre uma pessoa que vai as compras e pretende avaliar se a melhor forma de pagar seria a vista ou a prazo.

Em seguida, a autora nos faz a pergunta: “O que lembra a palavra criança?”. Respostas variadas foram dadas, entre elas, sorriso, energia, alegria. Após ouvir as respostas outra pergunta é colocada: “O que lembra a palavra aluno?”. Lembra sala de aula, conclui. A autora segue fazendo uma reflexão sobre a passagem de ser criança para ser aluno. Passagem porque a escola é o primeiro lugar onde a criança precisa deixar os brinquedos, o tempo convivendo com os colegas diminui, etc.
Um outro momento interessante é quando Valdeci fala das disciplinas no 1º ano do ensino fundamental. Segundo a autora, a história, geografia e ciências não são consideradas disciplinas nesse momento escolar, mas sim conteúdos que servirão para acrescentar. Disciplinas mesmo seriam a Matemática e a Língua Portuguesa.
ANEXO
Slides usado por Valdeci Valentim Loch - http://www.megaupload.com/?d=XB0KFQA0

(Após clicar no link acima, para acessar o documento, preencha o "Digite isso aqui", clique no "Baixar arquivo" e, por último, clique em "Download comum")

segunda-feira, junho 08, 2009

7º encontro de Matemática - GESTAR II

Resultado do 7º encontro com professores da rede municipal de Palhoça quanto ao programa GESTAR II que aconteceu no dia 05/06/2009.
Todos os cinco cursistas participaram deste encontro, além deles, a coordenadora pedagógica. Trabalhamos com a sessão coletiva 4 que é referente a unidade 7 do TP2 (A previdência social e a mensuração de riscos).

Começamos este encontro falando das tarefas do próximo encontro e do projeto que deverá ser realizado até o fim do curso. Todos relataram que o tempo dado para realizar uma proposta como o GESTAR está sendo pouco. Seria mais interessante termos um prazo maior tanto para o curso como para a aplicação de um projeto. Mas, mesmo assim, combinamos de tentar. Vou reforçar o que já relatei em outra oportunidade: esse grupo de professores é tudo de bom!

Seguimos com a atividade 1 da página 239 do TP2. A primeira pergunta foi avaliada em conjunto. A discussão foi muito interessante e, para mim, inesperada. A palavra “suficiente” presente no enunciado levou em discussão a validade ou não do gráfico. Minha intervenção foi, então, para que eles considerassem as informações 100% confiável e que olhassem matematicamente para ele ao tentar responder a pergunta. Isso foi feito: a resposta dada foi sim, ou seja, os dados oferecidos pelo gráfico são suficientes para dizermos que faixa etária da população brasileira corre mais risco de ser vitimada por acidentes de trânsito. Após a resposta iniciou-se a dúvida referente à validade das informações. Interessante!

Ao ler o item b alguns professores perceberam que a resposta dada anteriormente estava equivocada. Para confirmar e voltar à discussão anterior, fomos aos cálculos e a construção do gráfico 2 (página 240). Todas as dúvidas foram levantadas e sanadas.

A atividade 2 solicitava experimentos com lançamentos de moedas. Repartimos o grupo em três duplas e realizamos os procedimentos exigidos.


Após as tabelas preenchidas fomos à discussão. Os resultados não foram suficientes para visualizarmos o que diz a teoria e, por isso, também utilizamos da imaginação. Alguns terminaram a atividade concordando, outros não, e ficamos nessa discussão mais um tempo.

A última atividade do dia pedia para escreverem uma situação problema em que entre os possíveis resultados fosse 5/12 e outro 11/20. As situações criadas foram muito próximas da urna com bolas coloridas onde se pede a probabilidade de tirar ou não uma ou outra cor.

quinta-feira, junho 04, 2009

Palestra de MARÍLIA CENTURIÓN – Resolução de problemas

A Editora FTD ofereceu mais uma palestra com Marília Centurión. Ela aconteceu no dia 03/06/09 com o título: “Construindo competências por meio de resolução de problemas”.

Marília iniciou sua palestra relembrando momentos do dia 04/05/09 onde discutiu sobre o ensino de nove anos. Ela, mais uma vez, indicou a leitura do autor Perrenoud e nos fez pensar sobre algumas situações problemas já vistas.

A partir dessa motivação, Marília chama a atenção para o título desta palestra dizendo: uma das competências a serem desenvolvidas na escola diz respeito a grande capacidade do homem que é resolver problemas mais complexos. Segundo minha interpretação, esse “problema mais complexo” diz respeito à proposta pedagogia resolução de problemas. Nesta proposta, um problema é aquele em que a sua resolução não se reduz à utilização ou à aplicação imediata de resultados apresentados em aula. Marília acrescenta que é preciso contemplar em sala de aula não somente problemas que possuem uma única solução, mas também problemas ditos abertos, ou seja, que possuem muitas ou infinitas soluções, e problemas ditos impossíveis, ou seja, aquele problema que não possui solução. Vejamos exemplos visto neste dia tirados da coleção Porta Aberta*, da qual é autora:

1) Problema com infinitas soluções: Suponha que em uma calculadora a tecla do número 5 está quebrada. O que você pode fazer para aparecer o número 5 no visor?
Observe algumas das infinitas soluções: teclando 1 + 4 ou 12 – 7 ou 10:2, etc.
2) Problema com uma única solução: Dentro de uma situação problema é solicitado para o aluno que encontre três números consecutivos cuja soma seja 72.
A única resposta para este problema são os números 23, 24 e 25.
3) Problema sem solução: Na mesma situação problema acima também é solicitado três números consecutivos cuja soma seja 70.
Temos uma situação com nenhuma solução.

Durante a palestra foi colocado a Marília uma discussão que os professores, em geral, concordam. Resumidamente foi dito: o aluno não sabe ler, por isso não consegue resolver problemas! A autora não concorda, diz que não é fácil construir essa competência e que, para tal, é preciso abrir mais a cabeça do professor e do aluno. Ela argumenta sua fala observando que a falta de opções, de idéias diferentes trabalhadas com os alunos em relação ao mesmo conceito pode estar contribuindo.

Mas como assim? Trabalhar diferentes idéias em relação ao mesmo conceito? Sim! Isso tem muito haver com a Teoria de Quadros de Douady. Para melhor entendermos, vejamos os exemplos:

1) Multiplicação. Essa operação é normalmente trabalhada como sendo uma soma de parcelas iguais, mas essa não é a única forma para desenvolvê-la. Existem outras três idéias: disposição retangular, probabilidade e proporcionalidade. Por que não oferecer ao aluno essas diferentes interpretações para o mesmo conceito, a multiplicação?
2) Subtração. Com o mesmo pensamento acima, poderemos trabalhar essa operação com as três diferentes idéias envolvidas: comparar, acrescentar e identificar o quanto falta.

Além de se trabalhar com diferentes idéias, podem-se explorar diferentes métodos de resolução. Neste caso é aconselhável não priorizar regras, principalmente quando estas não trazem sentido algum. Um exemplo interessante seria a fatoração:

- Fatorar por regra (utilizando a barra vertical):

- Fatorar entendendo (decompondo números compostos):

Para finalizar, quero lembrar um dos momentos muito interessante. Marília fala sobre o Aprender a aprender, ou seja, aprender do próprio erro. O professor não pode ter medo de errar, de tentar. Se, ao resolver um problema, fiz uma conjectura errada, avalio e faço outra.


*Site da coleção: www.ftd.com.br/portaaberta, os problemas apresentados acima não foram reproduzido na íntegra. Um deles, inclusive, oferecia um desenho para completar o enunciado.

**Frase que fez parte da palestra: “Livros não mudam o mundo, o que muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” Mário Quintana.

quarta-feira, junho 03, 2009

3º Encontro de Ciências da Equipe Multidiciplinar 5ª à 8ª série

Com o objetivo de repensar as suas práticas pedagógicas, ocorreu no dia 28/05/2009 mais um encontro dos professores de Ciências.
O pensamento científico é recente se considerada a história da evolução humana.Mas, por meio dele, foi possivel, pessoas diferentes aplicarem seus conhecimentos na tentativa de compreender as coisa que o cercam.
O papel do professor: favorecer a postura reflexiva e investigativa e colaborar para a construção da autonômia de pensamento e de ação.
Conhecer Ciências é ampliar a possibilidade de participação social e desenvolvimento mental, capacitar o aluno para exercer seu papel de cidadão
Nessa perspectiva é que foram incorporadas no curriculo os Temas Transversais.
Material de apoio utilizado: Temas Transversais:http://www.megaupload.com/?d=T4Y0Q8GK
Sequência didática: http://www.megaupload.com/?d=N1A04EES